O Prenúncio Parte 4 – Rokugan Além do Livro Básico

A História de Rokugan Além do Livro Básico

A história do RPG a Lenda dos Cinco Anéis (L5A) está sempre em constante expansão e muito já aconteceu além do que é mostrado no livro básico. Esse post faz parte de uma série onde tenho contado os principais acontecimentos do Império Esmeralda a partir de onde o livro básico, publicado no Brasil pela editora New Order, parou. Para saber um pouco mais sobre o porque da sempre expansão da história de L5A, veja o post inicial. Caso não faça ideia do que é Lenda dos Cinco Anéis, que tal ler o post onde explicamos um pouco?

Veja também os outros posts da série!

A Guerra da Destruidora – O Prenúncio: Parte 4

 

O Destino não Guarda Segredos

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Bayushi Kurumi

O grupo de Yoritomo Saburo não ficou inativo por muito mais tempo. Após receberem de Furumaro a suposta informação de que o Escorpião possuía uma arma que poderia ser usada contra os invasores, o samurai Louva-a-Deus logo foi comunicar a Imperatriz a sua descoberta. A voz da Imperatriz pareceu achar estranho quando foi dito que um simples monge havia revelado tal informação tão cheia de lapsos, mas Iweko I permitiu que Saburo e os seus fossem em busca dessa suposta arma, talvez ela existisse e o Escorpião não soubesse do que se tratava. A condição é que teriam de ser acompanhados por um membro do Clã Escorpião.

Não foi um problema. Kakita Hideo logo conversou com Bayushi Kurumi, disfarçando o motivo da viagem deles e implicitamente convidando-a para ajudá-los. Não sabia que a cortesã buscava se aproximar do grupo e estava tendo dificuldades nesse sentido. Seu objetivo era investigar e vingar a morte de seu amigo Bayushi Eisaku, que havia morrido enquanto viajava com o grupo.

Enquanto isso, Shunori, do Clã Leão, tentava escrever uma carta para casa. No entanto, era atrapalhado por Furumaro, que pregava ensinos para ele. O monge falava sobre como o maior poder dos humanos é a sua história, a capacidade de se tornar outra coisa, se tornar um Imperador, uma fortuna, até mesmo uma divindade. Pontuando que é isso o que muitas criaturas de outros reinos espirituais buscam. Shunori, como muitos do Leão costumam fazer, não deu muita atenção as palavras de Furumaro. No entanto, monge mencionou que mais do que um ensinamento, estava dando uma arma. Quando Isawa aprisionou o Deus Caído Fu Leng nos pergaminhos, o prendeu a história humana, o que acabou levando a sua derrota. Fu Leng não foi o único a sofrer este processo, disse Furumaro. O que ele disse podia não parecer importante agora, mas seria.

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Isawa Kyoko

Um trio do Clã Fênix estava tomando chá enquanto discutiam algumas questões relevantes para o clã. Entre eles estava o Mestre da Água, que em dado momento repetiu, confuso, algo que havia acabado de ouvir, “O Caminho do Homem” e se levantou de supetão, quase derrubando tudo da mesa. Logo ele se apressou a uma mesa próxima, onde estavam Saburo, Hideo, Ichizo e Furumaro.

Sem preâmbulos, o Mestre da Água perguntou o que Furumaro havia acabado de dizer. O monge respondeu que meramente havia dito que o destino favorece os homens mortais. O Mestre da Água inquiriu sobre que monastério o monge participava, este levantou-se sem medo ou ansiedade, mas antes que pudesse responder, Ichizo reconheceu na companheira do Mestre da Água uma conhecida, Isawa Kyoko.

A conversa dos conhecidos silenciou o monge e o Mestre da Água. Logo o grupo de Saburo revelou sua missão e a necessidade de possuirem um shugenja experiente para ajudá-los a encontrar a arma nas terras do Escorpião. O Mestre da Água indicou a própria Isawa Kyoko, que iria se juntar a eles antes que viajassem. Quando os outros não podiam mais ouvir, ele disse a ela que ficasse de olho no monge e lhe reportasse tudo acerca sua natureza, pois ele de alguma forma lhe parecia estranhamente familiar.

Agora, contando com Utako Kohana e Hiruma Akio, o grupo de Saburo possuia um membro de cada Clã Maior. Hideo comentou sobre a coincidência de tal reunião, mas Furumaro pontuou que não existiam coincidências. Tudo era destino. O garça perguntou se então eles estavam destinados a se reunir, mas Furumaro negou, dizendo que eles escolheram se reunir, mas que ele havia montado o palco para a história se desvelar.

Enquanto isso, junto a Utaku Kohana, Yoritomo Saburo encontrava um cenário de morte. Samurais e destruidores mortos ao redor de uma carroça. Não era para os destruidores estarem ali nas terras do Escorpião, tão perto de cidades importantes do Império. Mas eles não podiam negar a visão dos corpos gigantes e blindados das criaturas. Investigando a cena, logo descobriram um samurai Escorpião que ainda vivia, apesar de estar terrivelmente ferido. Ele apontou para um corpo na carroça e disse que eles deveriam levar embora dali.

Enquanto isso, caminhando com desgosto pelo campo daquela batalha sem vencedores, a cortesã Bayushi Kurumi encontrou uma pequena caixa junto ao cadáver apontado pelo samurai moribundo. Abrindo-a, encontrou em uma parte secreta uma folha de pergaminho negra como carvão. Ao toque, o papel era pegajoso e oleoso, deixando manchas na mão de Kurumi.

– O que é isso? – Ichizo perguntou, correndo até Kurumi.

Do topo do monte, Furumaro sorriu. Suas palavras foram pouco mais do que um sussurro, mas foram carregadas através dos quatro ventos.

– É o destino.

Daigotsu e a Praga

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Daigotsu

 

O Lorde Negro estava muito intrigado, até mesmo preocupado com a situação da praga que assolava Rokugan. Mestre Saleh, um shugenja gaijin havia prometido a Daigotsu o controle sore qualquer morto-vivo, no entanto, os zumbis criados pela praga não podiam ser controlados por meios normais.

A situação ia além. Os mortos não se comportavam de forma errática, o próprio Daigotsu sabia disso, ou já teriam sido exterminados pelas forças rokugani. Eles faziam táticas rudimentares e alguns chegavam a até mesmo exibir habilidades – muitas vezes impressionantes – que possuíam em vida e a demonstrar memórias anteriores à sua morte.

Estava claro para Daigotsu que havia alguém comandando os mortos-vivos e seu desejo era descobrir quem e como o estava fazendo. Saleh informou então que havia conseguido replicar a praga em um dos homens do Clã Aranha, mas impedindo que ele começasse a se decompor e morrer. Dessa forma, ele poderia se infiltrar nas forças dos mortos-vivos que assolavam Rokugan e descobrir o segredo por trás de sua existência.

Para acompanhar, curta nossa página no face. Precisamos de sua ajuda 😉

Veja também o site da New Order, que trouxe L5A para o Brasil

E se quiser ler contos traduzidos de Rokugan, só clicar aqui

Veja também os outros posts da série!

(todas as imagens são do card game Legend of the Fiver rings do Alderac Entertainment Group)

Por Renan Barcellos

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