As Classes de Dungeon Crawl Classics: O Ladrão

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Olá, leitores! Aproveitando que Goodman Games está fazendo o financiamento coletivo da quarta tiragem de Dungeon Crawl Classics e que a Editora New Order está se preparando para trazer essa belezinha para terras brazucas, vamos fazer uma resenha de cada uma das classes desse rpg. Hoje vamos tratar do Ladrão!

 “Você um brutamonte de tocaia esperado por sua próxima vítima, um escalador de paredes ágil cobiçando tesouros de cofres supostamente impenetráveis, um batedor de carteiras de pês leves deixando seus perseguidores armados para trás em um mercado abarrotado de gente ou um assassino taciturno perseguindo um alvo difícil.

Ladrões podem ser grandes ou pequenos, rápidos ou lentos, altos ou magricelas, mas todos eles têm uma coisa em comum: eles sobrevivem não por espada ou magia, mas sim por furtividade e esperteza.”

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Como em muitas versões de D&D, o ladrão possui 1d6 pontos de vida por nível. Ou seja, você pode até dar um pulo no combate corpo-a-corpo de tempos em tempos, mas não fique muito à vontade lá. Ao contrário da norma, essa classe pode usar todo tipo de armadura, estando limitada apenas pela tolerância dos seus jogadores às penalidades que as armaduras pesadas impõem aos testes de destreza. Ou seja, usar uma armadura pesada durante uma invasão secreta a uma guilda rival não é lá uma boa ideia, mas fique à vontade para tentar se passar por um nobre durante uma justa.

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Os ladrões de Dcc tem uma grande variabilidade de armas ao seu dispor, incluindo adagas, bestas, espadas curtas e longas, garrotes e, notavelmente, nenhum arco. Vale ressaltar que algumas dessas armas causam uma quantidade maior de dano quando usadas furtivamente. Uma adaga, por exemplo, passa de modestos 1d4 de dano a 1d10 (!) quando usado em um ataque pelas costas — e não se preocupe, já já chegamos lá.

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Apesar de não ser tão crucial quanto é para o clérigo, a escolha do alinhamento de um ladrão é uma declaração tanto de sua personalidade quanto, digamos, sua política profissional, e irá afetar sua evolução. Ladrões ordeiros, apesar de não serem lá muito chegados às leis da civilização, possuem um senso vago de honra e trabalho em grupo. Eles são brutamontes em gangues de beira de estrada, saqueadores na tripulação de um navio pirata, ou batedores de carteira trabalhando para subir na hierarquia da sua guilda. Ladrões neutros são duas-caras, alternando períodos de trabalho em grupo e solitário, e frequentemente servindo como traidores, espiões ou farsantes. Ladrões caóticos, por fim, são assassinos e lobos solitários que não reconhecem nenhum senhor além do brilho do ouro. Independente dos alinhamentos, todavia, todos os membros dessa classe têm acesso ao canto dos ladrões, uma “linguagem” de gírias, códigos e frases de duplo-sentido que permitem que eles se comuniquem sem levantar suspeita por partes das autoridades.

Os ladrões de DCC tem acesso a diversas pericias apropriadas a sua função, como escalar paredes, se esgueirar nas sombras ou desarmar armadilhas. Ao contrário de outros jogos da OSR, DCC mantém as pericias ladinas coerentes com as das outras classes, e abençoado seja ele por isso. Ou seja, ao invés de avançar em tabelas percentuais ou de dados de seis fáceis, os ladrões simplesmente ganham bônus em certas de perícia ou, em um caso especifico, progridem na cadeia de dados. O avanço nessas perícias varia de acordo com o alinhamento do ladrão: ladrões ordeiros, por exemplo, avançam mais rápido nas pericias ligadas à furtos, enquanto os caóticos, nas ligadas à assassinatos.

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Lembra que eu falei que todo personagem de DCC tem um atributo sorte que pode ser queimado em momentos de desespero para dar bônus em jogadas? Pois bem. Você pode usar essa habilidade melhor e mais vezes do que qualquer outra classe no jogo. Você ganha um valor maior por cada ponto de sorte gasto, e pode regenera-los à taxa de um ponto por nível a cada noite de descanso, até o seu valor inicial de sorte.

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Ou seja, você pode usar a sorte para dar uma forcinha em um blefe, para miraculosamente escapar de uma armadinha, ou mesmo para garantir que aquela flecha virote vai “pegar de mal jeito” no dragão.

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Semana que vem, vamos falar do saco de pancadas favorito de todo mundo: o Guerreiro!

Pois bem pessoal, por hoje é só. No próximo post, vamos tratar do kit de primeiros socorros favorito de todo mundo, o clérigo! E repetindo, a Goodman Games está fazendo um financiamento coletivo para a quarta tirarem do Dungeon Crawl Classics. A essa altura, preço de 280 Dilmas é possível levar para casa uma versão entupida de enfeites do livro básico, seis aventuras, um escudo do mestre… E essa oferta só vai melhorar à medida que mais metras forem quebradas. Hoje é o último dia! Faça sua compra agora e ganhe um lindo cartão de natal para dar para aquela tia religiosa sua que acha que rpg é coisa do diabo.

Pois bem pessoal, por hoje é só. Gostou desse artigo? Dê uma olhadinha em nossa série sobre o folclore brasileiro em D&Dnossas interpretações sobre lovecraft, ou nossas analises do bestiário  do Old Dragon. Achou esse artigo uma m#rda? Tente os artigos de Renan BarcellosdeathaholicRebeca ou Tyghorn. E não perca nenhuma notícia seguindo nosso blog ou curtindo nossa página do face!

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