Sobre local, horário e frequência – impressões de uma rpgista inexperiente

Já joguei rpg. Duas mesas na vida, só por alguns meses, sempre D&D. Ainda me considero inexperiente. Por isso mesmo resolvi escrever esses posts, pretendo compartilhar minhas impressões e meu desenvolvimento enquanto rpgista. Fico feliz com todos que queriam me acompanhar nessa jornada.

tormenta-rpg-04

Imagem de Tormenta, apenas para ilustrar ‘-‘

Local, horário ou frequência. Sempre foi uma dessas coisas que fez com que as mesas que participei até então tenham parado. Sempre é ou porque o grupo não tem onde se reunir, ou porque os horários dos membros não estão batendo ou porque tem alguém que está faltando muito (tenho que confessar que já teve caso em que essa pessoa fui eu). Dessa forma, acho que é preciso ter uma certa seriedade por parte de todo mundo para lidar com esse tipo de problema. Claro que não se pode prever tudo, mas existem situações que podem ser evitadas (mais uma vez, tenho que confessar meus pecados…).

Mas também já vi o que acontece quando outros faltam e não eu. O grupo fica desorientado, triste e todos sentem como se uma parte de seus corações estivesse ausente. Lágrimas jorram de saudades do amigo, que infelizmente teve que faltar a sessão… Brincadeira. Mas não posso negar que um jogador a menos, de fato, faz falta. Com dois jogadores a menos acho que nem adianta tentar jogar, fica muito estranho.

Voltando para o caso de apenas um ausente, já presenciei três soluções possíveis: o mestre controlou o personagem cujo jogar havia faltado, ou o personagem foi considerado drogado demais/com dor de barriga para sair do acampamento ou alguma pessoa aleatória controlou o personagem usando a ficha. Vou tentar falar um pouco mais sobre cada uma dessas situações.

Quando o mestre controlou o personagem do jogador ausente foi uma coisa bem mecânica, mas fluiu. Com a ficha e com o conhecimento de todo o background do personagem (coisa que nem sempre o grupo todo sabe), o jogo continuou e os outros jogadores conseguiram agir normalmente. Os “problemas” que vi nessa situação foi de o personagem não ter ganho XP como os outros (acho que se ele estava ali, ainda que não tenha sido devidamente interpretado, ainda ajudou o grupo) e de mais tarde terem que contar para o jogador o que seu personagem viveu durante sua ausência.

Quando o personagem foi considerado incapaz de sair do acampamento porque o jogador não estava ali para controlá-lo, o grupo teve que se virar com uma pessoa a menos para enfrentar os monstros. O que seria uma grande desvantagem se o mestre não contornasse a situação. Acredito que essa solução seja a mais justa, já que o cara não faz nada e nem ganha XP. Mas também não passa por situações onde o personagem sabe o que aconteceu em uma cena mas seu jogador não.

Por fim, deixar alguém externo controlar um personagem. Eu já fui a pessoa que controla. Confesso que essa é a maneira mais divertida para quem gosta de sessões mais descontraídas. Dá para mesclar essa situação com algo como “o personagem estava bêbado demais naquele dia, mal lembrava das coisas”. No entanto, acho que é a pior para o história de um modo geral e para o próprio personagem, que irá ganhar XP, irá passar por várias situações sem seu dono e possivelmente fugir completamente da sua essência. Claro que o jogador convidado pode querer ser fiel ao que o jogador original propôs, mas ainda assim, provavelmente ficará uma interpretação superficial. Considerando-se a situação em que o convidado só jogará por um dia, é pouco provável que ele de fato se prepare para interpretar bem o personagem do jogador ausente.

***

Então, acho que é isso. Gostou desse artigo? Odiou? Me achou muito noob? Então dá uma olhada nos artigos de Renan BarcellosdeathaholicVictor Burgos, ou Tyghorn. Eles com certeza tem mais experiência que eu e muita coisa para comentar! E não perca nenhuma notícia seguindo nosso blog ou curtindo nossa página do face!

Por Rebeca Almeida

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2 comentários sobre “Sobre local, horário e frequência – impressões de uma rpgista inexperiente

  1. Muito bom o post. Eu em jogo, intérprete poucas vezes e muito mal, mas um dia, pela falta de um mestre, me obrigaram a mestrar e mesmo depois de 10 anos, esse mesmo grupo só que RPG só tem graça comigo narrando. Acho que nasci para ser mestre, porém o controle de um universo é trabalhoso, ainda mais quando alguém falta.
    Eu sempre Cancelo a seção de jogo quando alguém falta por acreditar que aventura não daria certo o(s) ausente(s)
    Mas depois de ler esse post, acho que vou começar controlar os PJs dos ausentes e ver como vai ficar. Valeu pela dica.

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