Sobre mestragem e personagem do mestre – impressões de uma rpgista inexperiente

Já joguei rpg. Duas mesas na vida, só por alguns meses, sempre D&D. Ainda me considero inexperiente. Por isso mesmo resolvi escrever esses posts, pretendo compartilhar minhas impressões e meu desenvolvimento enquanto rpgista. Fico feliz com todos que queriam me acompanhar nessa jornada.

O mestre é como um deus no cenário. Ele basicamente fica encarregado de resolver as coisas aleatórias do jogo. Tem mestre bonzinho demais e tem mestre chato demais. Eu acho que deve-se chegar em um ponto muito específico para mestrar bem. Não se pode ser muito benevolente, caso contrário, as situações acabam ficando muito inverossímeis. Por outro lado, se o mestre é muito carrasco, e sem um bom argumento para isso, acaba criando situações chatas entre os jogadores “fominha de regra”, que vão ficar toda hora parando o roleplay pra ficar discutindo se uma situação é possível ou não.

mestre-do-livro

E para ser sincera essa é uma das situações mais chatas que eu já presenciei: o mestre e um jogador qualquer pararem o jogo pra ficarem discutindo se tal coisa está no livro ou não e a forma como está. Eu entendo que se queira seguir as regras e tal, mas sinto que o jogo deve ser uma coisa fluída, de forma que se paramos por qualquer coisinha perde-se essa característica. Pior ainda quando a regra está em inglês e fica-se discutindo para saber quem entendeu melhor. Acho que a partir do momento que um grupo aceita ser mestrado por um cara, deve-se confiar no inglês dele também, não? D:

É claro que o cara em questão também não pode se aproveitar da responsabilidade dele e querer justificar qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, com o argumento de “eu posso porque eu sou o mestre”. Eu concordo que enquanto há um mestre no grupo a coisa funciona como uma monarquia, mas se o cara tá abusando disso, imagino que o pessoal tem que se juntar, fazer uma revolta, instituir uma democracia e fazer o que for melhor pra todo mundo (viajei muito agora xD).  

mestre-deus

Por fim, minha última ponderação sobre mestragens é uma situação bem específica: personagem para o mestre. Eu joguei num grupo em que o cara estava mestrando pela primeira vez e parece que sentiu vontade de participar também como jogador. Aí criou um personagem e deu um jeito de justificar ele na história. Funcionou, por um período muito curto. Pois como ele era “do mestre”, acabava ficando um personagem muito roubado, pouco crível e o grupo nunca conseguia acreditar nele, pois parecia sempre estar manipulando a história (obviamente, ele estava). Assim, acabamos criando caso com a cara do personagem e expulsamos ele do grupo. Claro que o mestre não deixou ele largadão lá no meio da floresta e deu um jeito de dar um final feliz para o personagem dele. Mas o fato é que aprendemos uma lição: ser mestre e jogador ao mesmo tempo, não rola. Se você quer ser Deus, seja Deus, se quer ser mortal, seja mortal. Jesus tá aí pra confirmar minha teoria.

mestre-inveja01

OBS: Todas as tirinhas que ilustram esse post são desse blog aqui.

***

Então, acho que é isso. Gostou desse artigo? Odiou? Me achou muito noob? Então dá uma olhada nos artigos de Renan BarcellosdeathaholicVictor Burgos, ou Tyghorn. Eles com certeza tem mais experiência que eu e muita coisa para comentar! E não perca nenhuma notícia seguindo nosso blog ou curtindo nossa página do face!

Por Rebeca Almeida

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