O Prenúncio Parte 1 – Rokugan Além do Livro Básico

A História de Rokugan Além do Livro Básico

A história do RPG a Lenda dos Cinco Anéis (L5A) está sempre em constante expansão e muito já aconteceu além do que é mostrado no livro básico. Esse post faz parte de uma série onde tenho contado os principais acontecimentos do Império Esmeralda a partir de onde o livro básico, publicado no Brasil pela editora New Order, parou. Para saber um pouco mais sobre o porque da sempre expansão da história de L5A, veja o post inicial. Caso não faça ideia do que é Lenda dos Cinco Anéis, que tal ler o post onde explicamos um pouco?

Veja também os outros posts da série!

A Guerra da Destruidora – O Prenúncio: Parte 1

Daigotsu_4

Moderfockin Daigotsu

O Prenúncio

Com a possibilidade de um encontro entre a Imperatriz com o Lorde Negro das Terras Sombrias, os dois lados buscavam se fortalecer conseguindo mais informações. Daigotsu estava inquieto, a Aranha já sabia mais sobre a nova ameaça do que o Império, mas não sabia o suficiente, e isso seria importante para a conversa que teria com Iweko I.

O Líder da Aranha estava um tanto quanto preocupado, pensativo sobre como iria lidar com a entidade chamada de Filha do Ébano e como sairia um encontro com ela. Ele já sabia que Kali-ma havia tomado o lugar de Fu-leng, mas ainda assim não acreditava que o seu senhor era menos poderoso do que o da Filha do Ébano.

Enquanto isso, na capital, Iweko I convocava seu conselheiro Susumu, que, bem sabia ela, é leal a Aranha. A Imperatriz queria saber tudo sobre o homem conhecido como Daigotsu.

O encontro entre Daigotsu e a Filha de Ébano poderia ter custado caro para Rokugan. A serva de Kali-ma fez ao Lorde Negro uma oferta de aliança, ou melhor, de vassalagem. No entanto, Daigotsu rapidamente deixou claro que não iria se juntar a nenhuma deusa gaijin e que ainda veria os ossos de Kali-ma espalhados ao vento, pois ela era nada mais que um verme.

Diante dessa ameaça, a Filha do Ébano logo confrontou Daigtosu com a verdade. O deus dele, Fu Leng, havia perdido os poderes. As forças infernais do universo o expulsaram do Jigoku para ceder o lugar à Kali-ma. E a Aranha sabia disso, pois haviam visto Fu Leng, estavam com ele, com sua forma mortal e impotente dentro de sua fortaleza escondida.

O Lorde Negro rapidamente partiu para o ataque, subjugando a Filha de Ébano, mas permitiu que ela vivesse pois, do contrário, sua família estaria ameaçada. E, além disso, alguém precisava enviar a mensagem para Kali-ma.

“- Esse é meu Império – ele sibilou deslizando uma das garras na bochecha dela e deixando uma grande trilha sangrenta – E irei queimar o mundo para protegê-lo.”

O Monge Furumaro

O Monge Furumaro

Monges e Profecias

O grupo de Saburo ainda estava tendo dificuldades em falar com a Imperatriz. Ele precisava de uma audiência com Iweko I, mas não podia explicar para ninguem o motivo. Ele e seu grupo tinham um plano. Conseguiram acesso aos jardins do palácio e esparariam até chamar a atenção de alguém com mais influência para então lentamente ir barganhando seu caminho até a Imperatriz. No entanto, a estratégia parecia muito lenta para Saburo. Enquanto perdiam tempo ali, samurais morriam no sul e no norte. Quando os animos do grupo já estavam a flor da pele e uma discussão teve início, três guardas Seppun foram até eles. “A Imperatriz requisita sua presença”, um deles disse.

Foi a morte de Kitsuki Taiko que lhes permitiu chegar até Iweko I. Os guardas haviam ouvido o nome e o destino da samurai serem mencionados na discussão e Togashi Satsu, a Voz da Imperatriz, que havia dado a tatuagem de Taiko, os convocou diante de Iweko I para explicar como a Kitsuki havia perecido. Isso permitiu ao grupo informar para a Imperatriz sobre a natureza do inimigo e sobre tudo o que tinham visto. A Imperatriz agradeceu, informou que nenhum deles era culpado por não ter ido a público com a profecia ou as informações. Além disso, falou que seus clãs saberiam do grande serviço que haviam feito. No entanto, não poderiam sair da cidade sem permissão.

Utaku_Kohana

Logo após o encontro, Kohana, Saburo e Hideo se reuniram em uma casa chá. Não para comemorar que a missão deles estava acabada, mas porque nenhum deles acreditava que o destino deles havia chegado ao seu fim. O que foi confirmado pela aparição do monge Furumaro, que havia encontrado com os três em ocasiões diferentes e sabia tudo o que havia acontecido com o grupo. Kohana, irônica, perguntou se Furumaro era uma espécie de Shinsei, o monge respondeu que, se Shinsei era alguém que entendia como as teias do destino eram tecidas, que sim, ele era. E deu a entender que iria guiar o grupo nesses tempos de dificuldade.

Saburo saiu da casa de chá pensando sobre o que Furumaro havia falado. Quando encontrou um conhecido do Clã do Dragão chamado Mirumoto Ichizo, lembrou-se também da piada que Kohana havia feito sobre se era pra juntarem mais quatro samurais de outros clãs e irem matar Kali-ma.

“- Tenho uma história para contar a você, Ichizo-san.

– Uma história? – ele piscou, surpreso

– Sim, uma história impressionante. Você irá gostar. Ela envolve uma profecia. E um monge.”

O Casamento de Uma Imperatriz

Durante a corte de inverno, realizou-se o casamento de Iweko I com Akodo Setai, herói da guerra do fogo negro, os clãs e também uma representante dos ronin de Rokugan entregaram seu presente para o casal imperial. No entanto, nenhum presente poderia superar o que Mirumoto Katsutoshi trouxe para a Imperatriz. Alarmando os guardas ao trazer uma no-dachi à presença de Iweko, Katsutoshi apresentou à ela Kunshu, a espada ancestral dos Hantei que por muitos anos estivera perdida. Apesar da honra aparente de Katsutoshi, ele havia matado seu companheiro Mirumoto Hirohisa quando os dois resgataram a espada anos antes, para que só ele tivesse a glória de presentear com o artefato quem sucedesse Toturi III.

No entanto, sem que Katsutoshi soubesse, a espada estava maculada pelas Terras Sombrias, e após essa descoberta, a fama que ganhou não foi exatamente a que ele esperava. Espada ancestral dos Hantei ou não, ele expôs á imperatriz ao perigo.

Crianças nos Jardins

Certo dia, Iweko I decidiu sair de dentro do palácio e caminhar pelos jardins de sua propriedade. Togashi Satsu, a voz da imperatriz, e os guardas, não gostaram da ideia, mas nada podiam fazer diante do desejo da Imperatriz. Depois de um pouco de caminhada, o grupo chegou em um jardim onde crianças brincavam animadamente. Iweko I sentou-se num longo banco e solicitou que Shiba Erena, guarda imperial, se afastasse do lugar. Ordem acatada a contragosto.

Logo as crianças pararam de brincar e debandaram. Apenas uma ficou para trás, fixando seu olhar em Satsu e na Imperatriz. A voz perguntou-lhe quem era seu pai, e a criança alegremente respondeu.

– Fu Leng! – ela respondeu.

Não era uma criança de verdade, mas um Pekkle no Oni, uma criatura com capacidades de metamorfose e de difícil detecção. Logo a voz de criança se misturou à voz profunda de um homem adulto. Daigotsu falava através de seu servo.

Primeiro o lorde negro revelou que de fato haviam proteções no palácio imperial, mas que naquela região estavam enfraquecidas e que, de forma nenhuma, isso seria um impencilio para ele.

Taishuu quando ainda se chamava Mirumoto Taishuu

Taishuu quando ainda se chamava Mirumoto Taishuu

Togashi Satsu e Daigotsu trocaram farpas rapidamente. Mas logo foram ao assunto, a Imperatriz queria saber as informações que Daigotsu possuía sobre os destruidores, coisa que foi comunicada por Satsu. O Lorde Negro exigiu algo em troca. Pediu para que restaurassem a família imperial dos Hantei, com seu filho Kanpeki sendo o representante dela. Mas isso Iweko não poderia aceitar.

Daigotsu replicou que então não havia negociação a ser feita. Mas Satsu lhe disse que isso dependeria de se ele possuia ou não uma exigência mais razoável. E então Daigotsu requisitou a presença de um embaixador. Um dos seus que iria estar sob vigília dentro da cidade imperial, imune às ações e violências dos clãs e que não iria ser impedido de se comunicar com ele.

A Imperatriz, através de Satsu, lhe perguntou se não já existia essa pessoa, Susumu, o conselheiro Imperial. Mas Daigotsu lhes disse que Susumu não já não era de inteira confiança, pois de certa forma havia tido sua lealdade dividida devido ao serviço para a imperatriz.

Satsu, então, comunicou que aceitavam as condições. Tão logo isso foi proferido, um homem chegou ao local do encontro, saído de uma área escondida. Esse homem era Mirumoto Taishuu, agora apenas Taishuu, que anos antes havia sido enviado por Togashi Satsu para ser um embaixador do Império nas Terras Sombrias e que agora era leal a Daigotsu.

Após isso, a criança com a voz do Lorde Negro sorriu sinistramente, e começou a contar o que sabia sobre os destruidores.

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Veja também o site da New Order, que trouxe L5A para o Brasil

E se quiser ler contos traduzidos de Rokugan, só clicar aqui

Veja também os outros posts da série!

(todas as imagens são do card game Legend of the Fiver rings do Alderac Entertainment Group)

por Renan Barcellos

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2 comentários sobre “O Prenúncio Parte 1 – Rokugan Além do Livro Básico

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