Sobre a criação de personagens – impressões de uma rpgista inexperiente

Já joguei rpg. Duas mesas na vida, só por alguns meses, sempre D&D. Ainda me considero inexperiente. Por isso mesmo resolvi escrever esses posts, pretendo compartilhar minhas impressões e meu desenvolvimento enquanto rpgista. Fico feliz com todos que queriam me acompanhar nessa jornada.

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Em uma aventura de rpg tudo começa com a criação de um personagem. É bastante obvio falar isso, mas não tão obvio pensar na importância que essa questão trará para o jogo. O que se busca com tal personagem? Diversão? Conhecimento? Desafio?  Eu não percebi isso logo de cara, pois as primeiras fichas e backgrounds que elaborei foram influenciados pelo comodismo e pela falta de conhecimento no sistema. Mas agora que estou tentando criar um personagem para o Reinos de Ferro me vejo com dificuldade para bolar uma boa historia, que faça sentido dentro do cenário utilizado, não seja muito clichê e ainda seja divertida. É complicado, exige algum esforço, mas também preciso dizer que é uma das coisas mais legais de se fazer.

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Geralmente jogadores novatos fazem personagens com características que eles gostariam de ter ou que se orgulham de ter. Tanto que já vi gente falando sobre analisar personalidades e psicologias utilizando os personagens dos jogadores. Apesar disso soar “possivel”, acredito que depois de um certo tempo se torna pura balela. Quando se passa da fase de “ah, vou fazer um personagem que vai ser eu versão 2.0” passa-se à fase de “vou fazer um perosnagem assim e assim porque vai ser divertido testar isso”. Esse é um ponto crucial, que vai definir como o jogador se relaciona com a sua criação. Quando ela deixa de ser parte dele ela passa a ser muito mais. Porque se ater à raça humana, por exemplo, quando há tantas outras para se testar? Porque se contentar com os já conhecidos guerreiros ou magos, quando existem muitas outras classes? Porque se contentar com fantasia medieval se tem tantos outros cenários para explorar? Porque ficar no sistema D&D quando tem tanto sistema diferente para testar?

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É claro que apesar de saber que se tem um universo de universos pelo mundo afora, é preciso também ter o pé no chão e colocar em questão o que queremos fazer com o personagem que estamos criando. Ou testamos muita coisa sem aprofundar ou testamos alguns e nos aprofundamos nisso. Depende muito de quem está jogando, o que busca e etc. Eu não posso dizer como é melhor, afinal, estou conhecendo esse universo todo agora, mas acredito dá para fazer um pouco das duas coisas. Tanto conhecer sistemas diferentes jogando one shots com personagens prontos, como passar muito tempo explorando um único personagem. Nesse quesito não existem regras, apenas a vontade de cada jogador ou de cada grupo de rpg. Basta deixar a imaginação fluir.

Por Rebeca Almeida

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