O Caminho da Destruidora Parte 1 – Rokugan Além do Livro Básico

A história do RPG a Lenda dos Cinco Anéis (L5A) está sempre em constante expansão e muito já aconteceu além do que é mostrado no livro básico. Esse post faz parte de uma série onde tenho contado os principais acontecimentos do Império Esmeralda a partir de onde o livro básico, publicado no Brasil pela editora New Order, parou. Para saber um pouco mais sobre o porque da sempre expansão da história de L5A, veja o post inicial. Caso não faça ideia do que é Lenda dos Cinco Anéis, que tal ler o post onde explicamos um pouco?

Veja também os outros posts da série!

Onis atacam a muralha

Onis atacam a muralha

Problemas na Muralha

Quando a onda massiva de onis caiu sobre A Muralha, não demorou muito para que os Caranguejo percebessem que tinham um problema como jamais enfrentado antes. Criaturas poderosas que antes atuavam solitárias estavam se unindo aos seus pares em um ataque desesperado contra as defesas do Clã fundado por Hida. Os valorosos samurai do Clã Caranguejo, como sempre, lutaram e resistiriam protegendo a Muralha Kaiu. Esse era seu dever para com o Império, no entanto a situação piorava muito rápido.

Mesmo nos primeiros dias desses ataques à Muralha, o líder do Clã Caranguejo, Hida Kuon, já se mostrava preocupado com a situação, em suas conversas com o herói da Guerra do Fogo Negro Hida Benjiro. O Campeão do Caranguejo precisava responder a um chamado da imperatriz, que convocava os Campeões de todos os Clãs até a capital para que participassem do festival que comemorava a vitória na última guerra. Kuon não estava inclinado a deixar os seus súditos em meio à necessidade,mas acabou sendo convencido por Benjiro que era melhor para o Caranguejo que o seu Campeão não deixasse de lado uma convocação por parte da própria Imperatriz. Kuon observou que a presença de Benjiro poderia elevar a moral dos soldados na Muralha e, consciente das prioridades do Caranguejo, ordenou que soldados fossem retirados das fronteiras com a Garça e com o Escorpião e enviados até as zonas de conflito. O clã estaria vulnerável caso algum de seus rivais resolvesse criar problemas, mas isso possibilitaria que houvesse uma rotatividade na Muralha. Mesmo Caranguejos precisam descansar.

A estada de Kuon em Toshi Ranbo foi breve. Ele se apresentou para a imperatriz, e então já começou os preparativos para a viagem de volta. Esse retorno apressado gerou uma propaganda ruim para o Caranguejo e muitos cortesões conversaram à meia-voz sobre a falta de etiqueta de Hida Kuon e sobre como o seu clã, em geral, não sabia como demonstrar modos. No entanto ao mesmo tempo em que o evento teve repercussões negativas sobre a imagem do Caranguejo, serviu para chamar atenção na capital para os problemas que aconteciam na Muralha. E Kuon não negou em momento nenhum que problemas existiam. Sendo a primeira linha de defesa do império contra as Terras Sombrias, deixou claro que a situação que passava era crítica.

Hida_Kuon_2

Hida Kuon, campeão do Clã Caranguejo

Claro que muitos cortesões, principalmente de clãs como a Garça, consideraram que para o Caranguejo, a situação na Muralha SEMPRE deveria ser uma prioridade do Império e deveria estar às vistas de todos. No entanto, mesmo entre o clã azul celeste houve quem acreditasse que realmente o Kuon poderia estar enfrentando uma crise na Muralha. De uma forma ou de outra, ajuda chegou. Modesta, mas ainda assim ajuda. Atarefado com todo o caos dos combates constantes, Hida Benjiro recebeu no lugar do campeão de seu Clã os mantimentos enviados pelo Leão e pelo Unicórnio. O próprio Akodo Shigetoshi, Campeão do Leão, foi até a Muralha prestar ajuda. O khan do Unicórnio iria comparecer, no entanto, precisou enfrentar problemas em suas próprias terras.

Além disso, Shiba Yoma, Voz dos Mestres Elementais, requisitou à Asako Bushiken quantos shugenjas ele pudesse dispensar em auxílio do Caranguejo. O Escorpião também estava ciente, e preocupado, com os acontecimentos da Muralha, e indiretamente forneceu uma ajuda dúbia na forma de espiões infiltrados que acabaram combatendo junto aos Caranguejo.

A Muralha resistia. Mas até quando o auxílio discreto que recebia dos outros clãs seria o suficiente?

A Praga Avança

A praga que surgiu nos campos rokugani logo após o fim da Guerra do Fogo Negro foi alarmante desde o seu início. No entanto, foi no mês do Galo que os clãs começaram a sentir os seus efeitos e medidas drásticas precisaram ser tomadas. Se antes a doença parecia apenas circular por alguns vilarejos, entre camponeses, ela rapidamente se espalhou e até mesmo cortesões abastados da Garça passaram a ser vitimados por sua virulência. Os sintomas eram discretos. Pequenas úlceras no corpo, suores frios. Não parecia algo que pudesse realmente ser letal, mesmo assim, rapidamente tomava a vida do doente. Os métodos de contágio ainda eram desconhecidos, mas a moléstia parecia se espalhar pelo próprio ar.

Os Clãs mais afetados pela praga foram o Escorpião, a Garça e o Unicórnio. A Garça sofreu principalmente por ser um dos grandes produtores de Rokugan, com suas terras férteis e a mão de obra rapidamente prejudicada. Já o Clã das mentiras teve vilarejos inteiros condenados e seus samurai precisaram fazer serviços desagradáveis. Este foi o caso de Ginasutra, um vilarejo nas terras da família Shosuro. Sob ordens do Daimyo Shosuro Toson, alguns samurai verificaram que Ginasutra estava completamente contaminada e a totalidade de seus cidadãos era portador da praga. Os samurai foram obrigados a queimar o vilarejo com todos os moradores ainda dentro e esperar até que só restassem cinzas para que tivessem certeza que o caso não iria se alastrar.

Marcha dos zumbis da praga

Marcha dos zumbis da praga

Claro que essa onda de infecções e morte logo chamou atenção da Imperatriz Iweko e a divina representante do Firmamento Celestial designou Kuni Daigo, o Campeão de Jade, para investigar a nova praga. Com preocupações sobre a situação da Muralha e a natureza elusiva da praga, Daigo teve poucos avanços. Conseguindo apenas confirmar o que já havia sido estabelecido. A praga era extremamente eficiente, matando quase a totalidade dos afetados, e possuía uma taxa de infecção nunca antes vista. Mas o pior de tudo foi que ele pôde confirmar os rumores que circulavam no Império. Um terço das vítimas da praga retornava á vida como mortos-vivos.

E foram essas características terríveis que trouxeram a perdição para a família Horiuchi. É certo que o Clã Unicórnio foi o mais afetado nesta época. As terras da família Horiuchi, um grupo recente, formado na época do Golpe do Escorpião, foram completamente contaminadas, com grande dos moradores da região sendo infectados e aberrações mortas-vivas infestando o lugar. As resoluções tomadas precisaram ser drásticas. Sabendo do perigo que o acontecido representava para todo o Império, a Imperatriz ordenou que toda a região fosse passada a tocha e que todos os seus moradores fossem incinerados para evitar que a praga se espalhasse ainda mais. Houve discussão sobre quem seria o responsável pela destruição da família Horiuchi, e o Shogun Moto Jin-Sahn se prontificou à tarefa.

Iweko I, no entanto, decidiu que este terrível dever não recairia sobre nenhum dos grandes clãs, ordenando que seu conselheiro, Susumu, entrasse em contato com os membros do Clã da Aranha e informasse que eles teriam o direito de usar a bandeira de seu clã sem retaliação para desempenhar a tarefa de “purificar” as terras Horiuchi. Daigotsu autorizou a ação, enviando junto a cinquenta de seus súditos vários goblins que enfrentariam a praga. Não era interessante ao Clã da Aranha que os poucos membros não afetados pela mácula das Terras Sombrias contraíssem a moléstia.

O que está por vir

Ninguém em Rokugan sabia realmente do inimigo que se aproximava. No entanto, havia quem possuísse informações privilegiadas. Devido a seus contatos com os povos das Areias Escaldantes, Daigotsu já estava ciente que uma ameaça estrangeira se agitava nas Terras Sombrias, o nome Os Destruidores já era de seu conhecimento, embora ele provavelmente não tivesse conhecimento total da identidade de seu líder ou da extensão dos poderes desse novo inimigo dos rokugani.

Dentro do Império, numa cabana aos arredores de Kitsune Mori e testemunhada apenas por Yoritomo Saburo, a profetiza Kitsune Narako tinha uma visão do que ainda iria acontecer. O diálogo dos dois prenunciava os tempos difíceis que Rokugan teria que enfrentar e também a identidade da deusa inimiga.

A profetiza Kitsune Narako

A profetiza Kitsune Narako

” – Saburo! – disse Narako – Saburo, está aqui! Eles estão aqui!

– O que? As sombras?

– Não! O Deus Cornudo! O demônio de presas! A Filha Esquecida! Eles vieram! O Império sofrerá para o deleite deles!

– O que você quer dizer? Poderia ser mais específica? Pode me dizer o que você viu?

– Os destruidores! Você precisa ver! Você precisa ver e espalhar as notícias! Junte os outros e vá, vá até a Muralha! Veja. Entenda. Conte. Conte à Imperatriz!

– Claro. O que você desejar O que posso fazer por você? Como posso lhe deixar confortável?

Narako encostou suas costas no colchão, claramente exausta.

– O fogo era uma mentira – ela sussurrou -, mas o fim é real. O fim é real e ele chegou para todos nós.”

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Veja também o site da New Order, que trouxe L5A para o Brasil

E se quiser ler contos traduzidos de Rokugan, só clicar aqui

Veja também os outros posts da série!

(todas as imagens são do card game Legend of the Fiver rings do Alderac Entertainment Group)

por Renan Barcellos

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