Dark Souls e suas lições – parte 2

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Continuando o post sobre as interessantes características de Dark Souls.

5 – Estratégia

Grande parte da diversão de um jogo está em derrotar seus desafios com estratégia. Não é por qualquer motivo que temos jogos inteiros voltados para essa temática. Para os RPG’s essa diversão vem do modo como os jogadores usam suas capacidades e de seus personagens. Em Dark Souls, muitos dos inimigos podem parecer realmente imbatíveis à primeira vista, porém basta um olhar cuidadoso para notar seus padrões de movimento e ataque para logo em seguida, pensar em um modo de derrotá-lo com facilidade. É desse modo em todos os chefões do jogo e algo bem interessante a se transportar para uma mesa de RPG. A criatura é extremamente forte e com couro quase indestrutível? Talvez ela não seja muito inteligente e vá seguir os jogadores em lugares perigosos. O forte da estratégia está quando os jogadores tem em mãos a possibilidade de escolher suas ações podendo pesar seus resultados e consequências. Qual é o mais importante? Atacar com um golpe poderoso porém ficar vulnerável e torcer para o inimigo errar o golpe ou recuar alguns passos e defender, ganhando mais alguns momentos de combate mas também dando mais ações ao inimigo? A liberdade para tomada de ações variadas é algo bastante sutil, porém fácil de se perder. Jogadores inteligentes tendem a pensar em modos muito criativos para vencer os problemas e isso nos leva diretamente ao próximo tópico.

6 – Criatividade

Não são apenas inimigos que precisam ser derrotados com estratégia, o próprio ambiente pode oferecer desafios. Como um guerreiro em armadura completa iria escalar um paredão ou árvore? Apesar de pensar dos modos mais tradicionais, como usar cordas e equipamentos de escalada, voar ou teletransportar para o local, às vezes outras opções não muito convencionais, mas tão eficientes quanto, podem surgir. Se for para pegar algo no alto da árvore, porque simplesmente não derrubamos ela? Em Dark Souls é muito comum procurar meios alternativos de se alcançar lugares ou pegar atalhos sem precisar gastar preciosos recursos num “tradicional” caminho cheio de inimigos. É preciso ter uma ideia clara do ambiente e de seus componentes, nunca se sabe quando eles poderão ser úteis.

7 – Terror

Um critério um pouco mais específico, mas que Dark Souls traz com maestria para as telas. Em um clima/campanha de terror, pode ser que alguns dos jogadores simplesmente não se sintam intimidados com o que está à mostra. Mortos-vivos? Provavelmente não são mais aterradores de nenhum modo. Fantasmas e criaturas do Mythos? Talvez até mesmo esses já estejam manjados, porém existe uma coisa que causa calafrios: O Desconhecido e sua letalidade. Em Dark Souls, a maior parte dos inimigos pode parecer já conhecida pelos jogadores, entretanto muitos deles apresentam características bem distintas e misturado a dificuldade do jogo e a iminente possibilidade de perder recursos preciosos, deixa qualquer um em leve estado de pânico. Por causa disso, o avanço costuma ser lento e cheio de cautela, pois nunca se sabe o que encontrar virando o corredor. Transportar isso para uma mesa de RPG não é necessariamente complicado. Ao invés de simplesmente dizer o nome da criatura, faça uma descrição bem tenebrosa dela e de seus golpes. Mais específico para sistemas como Pathfinder e D&D: Não diga quanto de vida os jogadores perderam com os ataques, apenas diga sua condição. Quando não se tem certeza do que está acontecendo ou do que fazer, o pânico garantidamente se alastra e todos tendem a ser mais cautelosos.

8 – Surpresa

Outro critério que deve fazer parte de praticamente qualquer jogo. Surpresa pode vir de vários modos em um RPG, através de armadilhas, tesouros, inimigos e até os famosos plot twists. Quando um jogo é muito pré-definido e não envolve surpresas, fica muito mais fácil saber que rumo ele irá tomar e por mais que isso seja bacana até certo ponto, rapidamente se torna entediante. Porém, quando não se sabe de tudo que pode ocorrer, é necessário se preparar para uma enorme gama de possibilidades e muitas delas podem escapar da lógica do grupo. Tirando o fato de que a maior parte do jogo é pré-definida (localização de inimigos, itens, etc) a primeira vez que se joga Dark Souls contém surpresas muito interessantes, desde emboscadas até tesouros em locais inesperados. E mesmo já tendo jogado, ela ainda existe na forma de invasões de outros jogadores e modo como os inimigos atacam. Em um RPG de mesa, isso pode ser feito com encontros aleatórios e outras tabelas semelhantes.

Esse foi o fim dessa curta série, espero ter mostrado algumas interessantes opções que podem deixar uma campanha mais interessante. Até o próximo post o/

Caio “Tyghorn” Victor

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