Rokugan Além do Livro Básico – A Era do Homem

A coroação da imperatriz Iweko I aconteceu no ano de 1170 do império rokugani, num período ainda considerado parte do período da história do arco “A Disputa Pelo Trono”, que começou com a edição base “Samurai Eddition” e terminou com a expansão “Glory of the Empire”. A cronologia apresentada no livro básico de Rokugan começa exatamente neste ponto. Mas decidi resumir um pouco do que trouxe o Torneio Celestial, bem como o que é a Era do Homem, para que eu tenha um ponto de partida mais sólido para esta série de posts e então ir além do que é mostrado no livro básico.

O Segundo Dia do Trovão

O Segundo Dia do Trovão

A Era do Homem

Os rokugani sempre teve laços com o mundo celestial. Rokugan foi fundado pelos kami, filhos do Sol e da Lua que depois de caírem no Ningen-do, o Reino dos Mortais, uniram diversas tribos bárbaras da região, guiaram os humanos, mostraram-lhes seu papel dentro da Ordem Celestial – que espelhava as leis do Tengoku – e os fizeram florescer na civilização. Vitorioso em um torneio contra seus irmãos, o kami Hantei foi o primeiro Imperador e dele descendeu toda a divina linhagem Hantei, que governou Rokugan por milênios. Os irmãos do primeiro Imperador lhe juraram lealdade e fundaram os Grandes Clãs, cada um com um papel na estrutura rokugani. Cada um desses clãs possuía ligação com um dos kamis, um patrono divino que residia no Tengoku.

Assim Rokugan e a Ordem Celestial continuavam, sempre seguindo a vontade do Tengoku.

Isso começou a mudar com a Guerra dos Clãs, em 1128. Hantei XXXIX, sem herdeiros e dominado pelo kami negro Fu Leng, ameaçava jogar todo o império em uma era negra. Para saírem vitoriosos e derrotarem tal perigo durante o Segundo Dia do Trovão, a união dos clãs que se opuseram ao imperador corrompido precisaram aceitar a Aliança de Yoritomo como um Grande Clã. Dessa forma o ajuntamento de clãs menores abraçou a bandeira do Louva-a-Deus e o Louva-a-Deus se tornou o primeiro Grande Clã a não possuir um kami como patrono.

Desta forma, começou a Era do Homem, um período em que os mortais alcançaram status e posições dentro do Reino dos Mortais e dos Reinos Celestiais que nunca foi visto na história de Rokugan.

Nesta época, a dinastia Hantei caiu. O mortal Toturi e seus filhos passaram a reinar como imperadores. Mirumoto Hitomi executou Onnotangu, o Lorde Lua, pai dos kami, devido aos seus crimes e tomou o seu lugar. Com a morte do amante, Amaterasu, a Lady Sol, mãe dos kami, suicidou-se. Cabendo a Hida Yakamo ascender ao posto vago no Tengoku.

A ascensão de Kitsuki Iweko

A ascensão de Kitsuki Iweko

O Torneio Celestial e o Fim da Era do Homem

As ações dos mortais e os eventos que aconteceram durante a Era dos Homens, bem como a necessidade do sacrifício do Dragão de Água durante a Guerra Contra a Sombra, fizeram com que o Tengoku se inquietasse com a posição dos mortais. A Ordem Celestial estava desbalanceada devido aos mortais, e o Tengoku decidiu punir Rokugan pelos seus pecados.

Em 1170, Agasha Miyoshi, do Clã da Fênix, sacerdotisa do Templo dos Sete Dragões foi avisada pelo Dragão do Trovão que lhe disse: Dentro do último século de tempo, como a humanidade o mede, as perturbações foram quase constantes. O homem usurpou um papel muito grande no universo, e o tempo em que isso foi tolerado chegou ao fim.

Após isso, Yakamo e Hitomi foram expulsos dos céus, sendo mandados de volta a terra e tendo seus lugares tomados pelo dragão de Jade e pelo Dragão de Obsidiana. Com a morte de Toturi III, seu meio-irmão Akodo Kaneka deveria ser o novo Imperador, no entanto Kaneka morreu durante os conflitos contra o Khan Moto Chagatai. Com o trono mais uma vez vago, após a série de conflitos que se seguiram, o Tengoku decidiu intervir. Os mortais não mais decidiriam por si só quem reinaria sobre o legado dos kami. Os dragões decidiram que um novo campeonato para decidir o Imperador seria realizado: o Torneio Celestial.

Os melhores samurais de cada clã foram escolhidos para participar do Torneio Celestial. E apenas aquele que melhor representasse o código do Bushido iria prevalecer. Dentre todos, foi Kitsuki Iweko, do Clã do Dragão, quem se mostrou mais digna.

Com a vitória de Kitsuki Iweko, foi iniciada a dinastia Iweko. A Imperatriz ficou conhecida como Iweko I, a Luz do Firmamento. Com a sua coroação, a Ordem Celestial estava equilibrada novamente e uma vez mais o Império tinha a benção do Tengoku.Depois de Quarenta e Dois anos a Era do Homem terminou.

Mas o Império Esmeralda ainda passaria por muitos conflitos.

A Imperatriz Iweko I

A Imperatriz Iweko I

Por enquanto é isso, pessoal. Espero que tenham gostado do post. Semana que vem ou daqui a duas semanas essa série sobre a história de Rokugan será continuada. Enquanto isso, caso tenham achado legal a ideia, que tal seguir o blog e curtir nossa página do facebook? É só ir no canto superior direito do blog, inserir o e-mail e clicar em seguir =)

Contos de L5A traduzidos

Site da New Order (editora que traduz L5A no Brasil)

Site oficial de L5A (em inglês)

Timeline do século XII de Rokugan (em inglês)

Por Renan Barcellos

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4 comentários sobre “Rokugan Além do Livro Básico – A Era do Homem

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