Review: Mice and Mystics

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Com tantos jogos eletrônicos girando por ai, é bem normal que as pessoas acabem esquecendo-se ou deixando de lado outros tipos de entretenimento, como os jogos de tabuleiro. Talvez um dos motivos seja o fato do gênero invocar na mente da maioria dos jogadores jogos simples, infantis ou os mais conhecidos, como War, Xadrex ou Banco Imobiliário. Não é necessário fazer muito esforço para descobrir que existem jogos de tabuleiro de excelente qualidade e alta complexidade por ai que garantidamente trariam boas horas de diversão. Desenvolvido pela PlaidHat Games e distribuído no Brasil pela Galápagos Jogos, Mice and Mystics se encaixa nesse grupo.

O tema é bem simples: Um grupo de heróis típicos de fantasia medieval, precisam livrar seu reino de uma feiticeira, porém são transformados em ratos. Mesmo nessa forma diminuta, eles ainda tem que cumprir sua missão, mas agora devem enfrentar perigos e desafios mais complicados, já que o próprio castelo está dezenas de vezes maior e cheio de seres que agora mostram-se perigosos, como baratas, centopeias, ratos inimigos e com certeza um dos mais perigosos: O gato do castelo.

O jogo é dividido em missões, que na realidade são capítulos de um livro de histórias. Como o título diz, esse livro conta a história da aventura e possui as regras específicas para cada missão. Essas regras incluem os blocos de mapa que serão utilizados (cada um representando normalmente um cômodo do castelo), objetivos para vencer e outras especiais como missões extras. Com um modelo desses já é possível notar que este é um jogo cooperativo, podendo ser jogado de 1 a 4 pessoas, onde cada jogador escolher um dos seis personagens, cada um com habilidades e equipamentos próprios: Colin, o príncipe guerreiro; Nez, o Faz-Tudo/Ferreiro; Tilda, a Curandeira; Lily, a Arqueira; Filch, o Ladrão e Maginos, o Mago.

As regras do jogo em geral são simples, e as jogadas não requerem um longo tempo de planejamento, pelo contrário, são bem claras e diretas, sendo necessário na maior parte das vezes uma rolagem de dados, onde as faces mostram números e símbolos. O que talvez possa retardar nas partidas iniciais é a quantidade de regras para situações específicas que devem ser lembradas ou consultadas no manual, porém depois de umas duas ou três partidas podem ser memorizadas sem dificuldade.

Por mais que tenha uma temática leve, o jogo não é tão fácil, já que uma das regras impõe uma espécie de tempo para os turnos. Caso os jogadores decidam perder tempo em um cômodo, esse “relógio” pode “estourar”, gerando novos inimigos, às vezes perigosos, podendo causar grandes problemas. Além disso, ao atingir o tempo limite, os jogadores simplesmente perdem a partida.

Os componentes são de alta qualidade e possuem uma arte bem característica e bonita. Mesmo contendo várias peças e cartas, a caixa felizmente contém alguns ziplocks para ajudar na organização. Com sua mistura de jogo de tabuleiro e RPG, Mice and Mystics com certeza é um jogo bem legal para quem deseja apenas alguns momentos de diversão ou quem prefere passar horas fazendo as várias missões.

por Caio “Tyghorn” Victor

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2 comentários sobre “Review: Mice and Mystics

  1. Primeiro post que eu vejo já é de um jogo que eu quero… auauhauhauhauhauha
    Juntando grana para comprar… Felizmente a loja perto de casa ainda tem uns exemplares…

    Curtir

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